Trump e seu
"conselho da paz"

Em 23 de janeiro de 2026

O presidente americano lidera por convites a chefes de Estado a criação de um conselho da paz com caráter de organismo, à semelhança de Conselho de Segurança da ONU, conforme postado em suas mídias sociais tanto quanto noticiado pela impressa internacional. Seu "Conselho da Paz" instituído quer portanto dispor de estrutura de órgão institucional criado pelos Estados Unidos em cuja sede se deve estabelecer como tal pela iniciativa do seu atual presidente. Tem a finalidade da mediação e pacificação dos conflitos bem como, implícito, a continuidade da liderança americana global em forma de governança institucionalizada e supostamente legitimada pela comunidade internacional, como presidente e país desejam. Na impressa se constata clara oposição da União Europeia tanto quanto de certos presidentes, por exemplo do brasileiro Lula da Silva: "A Carta da ONU está sendo rasgada", nesta sexta-feira.
O propósito parece evidente, isto é enfraquecer a organização por um lado, por outro porém concentrar e maximizar seu papel e dos Estados Unidos na função de mediador e pacificador dos conflitos armados no mundo. Já exteriorizara explícito sua indignação contra a Noruega em razão da não indicação do seu nome ao Prêmio Nobel da paz concedido pelo Instituto Nobel escolhido por sua vez pelo comitê responsável com-posto de parlamentares noruegueses. Vale ressaltar que, concernente à ONU, já a declarara várias vezes ser incapaz para a solução de conflitos dessa natureza, seja entre nações ou internamente, como por exemplo o do Sudão, bem como o conflito regional entre Israel e Gaza dentre outros. Ele também afirmara a guerra entre Rússia e Ucrânia num suspiro à época findar, assim que empossado presidente, entretanto sofre no momento o povo ucraniano ainda mais, sem energia, inverno áspero pela continuidade implacável dos bombardeios russos contra a infraestrutura do país.
Dever-se-ia rejeitar unânime, inequívoco, resoluto tal proposta, porque deslegitima a ONU e ridiculariza seu estatuto, a Carta das Nações Unidas. Quiçá ainda muito pior é o fato de que, por consequência, reacende tradição e herança histórico-geopolítica que no nosso mundo predominou durante séculos desde a Antiguidade entre os povos,, a saber a dinâmica do imperialismo da agressão e submissão embasado teoricamente no pensamento ocidental prevalecente e causador de toda a forma de guerra, destruição, miséria, sofrimento e divisão. Isso significa por outras palavras a verticalização do poder nas relações que acarreta inevitavelmente os papéis do dominante e do dominado cujas consequências se estenderam desde o início maléficas e devastadoras a todas as relações, segmentos, campos e áreas da nossa vida, com efeito o ser humano sobre o natureza, o senhor sobre o escravo, o homem sobre a mulher, o capitalista sobre o pobre, o proprietário sobre o inquilino etc etc. O prejuízo constatado à natureza do planeta oriundo do aquecimento global provocado pelo chamado efeito estufa causado pela emissão do dióxido de carbono, sobretudo, é só um exemplo marcante e confirmador do pesadelo deste tipo de pensar e agir incrementado e institucionalizado por milênios de anos de cultura e civilização.

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O homem pela sua supremacia racional se outorgou para si o direito de decidir soberanamente sobre fauna e flora e tudo pertencente à natureza do planeta como dominador a quem deve obedecer respet. se subverter mansamente o dominado. Cumpre dizer que o papismo e o papel político exercido pela Igreja Católica durante séculos como representante do divino no mundo pagão, secular partindo a pouco e pouco da oficialização pelo Imperador Constantino em 313, (aliás outrossim muito antes a ideia basilar de religião e culto egípcios do Faraó personalizando o poder político divino sobre seu povo), legitimara e embasara-se na mesma teoria filosófica do pensamento clássico grego de que se apossara, com suas modificações e acréscimos, os doutores da igreja (Agostinho de Hipona, Tomás de Aquino etc) e na continuidade inicial da história moderna - comprovação singular é a declaração do rei francês Luis XIV: L'État, c'est moi - com os Estados e seus chefes. segundo esse mesmo pensamento da verticalização das relações de poder absoluto do dominante sobre o dominado.

Fizeram os acontecimentos históricos que se reavivasse pouco a pouco pelos anos a ideia do regime democrático da Atenas clássica nos Estados modernos, contemporâneos, transformando-se em democracias com a estrutura política do Estado representada, à despeito das instituições do regime democrático, como a impressa, por seus três poderes constituintes, ou seja Executivo, Legislativo e Judiciário, na esteira do pensamento de Montesquieu e de princípios e ideias oriundos das revoluções americana e francesa. O Estado de direito brasileiro por sua vez se fortalece vigoroso desde a redemocratização em 1985 e a promulgação da nova Constituição Federal em 1988 cada vez mais. Devemos ainda assim estar atentos, atuando contra planos e tentativas antidemocráticos de restauração do passado sombrio de prisões arbitrárias, torturas ignominiosas, assassinatos absconsos. Razão pois mais do que suficiente para manifestar e continuar a apoiar a única e legítima instituição, surgida de uma longa série histórica, para o trabalho de mediação e pacificação dos conflitos armados representante das nações e de seus povos: a ONU e seu mandato de paz.

Inteligência artificial
e o perigo ad portas

Em 16 de janeiro de 2026

A IA já, a robótica não tarda (as novas tecnologias 'milagrosas'), passa àquela fase de que se esvai o entusiasmo efusivo de sua estreia com que rotina reponta a virar, como com as anteriores, e sucedem então mazelas com o reconhecimento: Nada é somente vantagens, benefícios, avanços etc. A internete se tornou assunto de política de segurança pública de governos e países em todo o mundo mais ou menos. E a IA dinamiza em tempos de aceleração de ciência e tecnologia, pois com ela nunca foi tão fácil fazer o falso virar verdadeiro, a ficção, realidade ... e vice-versa. A faca de dois gumes: Como aprender a discernir um do outro?
Em artigo intitulado Empowering users to discern fact from fiction in the age of AI (Capacitando os usuários a discernir fato de ficção em tempos de IA) publicado na seção StanfordReport e realizado pelo Laboratório de Mídias Sociais da universidade e parceiros os pesquisadores encaram o problema como "alfabetização digital" (digital literacy) por que entendem "a capacidade de achar, avaliar, usar e criar informações com ferramentas digitais de modo seguro, ético e eficaz". A equipe o embasou em vídeos produzidos por que buscou identificar o tipo de interação do internauta com o produto da informação, com que se depara na navegação online, tanto quanto analisar a leitura lateral (procura pela mesma informação noutras páginas respet. abas) e a leitura por linques inseridos (já constantes na página aberta donde se parte). O estudo se limitou a certa faixa etária (adultos de 55 e mais) por que concluiu que preferiam à leitura constante por linques a lateral resultando, segundo eles, na melhora de qualidade do consumo digital de informação. Diga-se também que ela fez um teste com certo contingente de pessoas, conforme semelhante faixa etária, por meio da exibição de vídeos de curtíssima duração (15 segundos), e concluiu por tal estudo de campo melhora na alfabetização digital. Se pressupostos e condições existem, pode-se da fonte alcançar resultados de qualidade, inferem. Ver-se-á o oposto possível!
O interesse pelo tema se destaca mais do que resultados, aliás reconhecem: “A forma como as pessoas são alvo de desinformação por agentes mal-intencionados não é igual para todos". Como colocado supra, a questão primordial é o saber como discernir. Fazem menção à natureza humana real por que podemos distinguir v.gr. montagem visual com figuras humanas, à medida que comparamos com ela: "Se um vídeo mostrar material inflamatório, disse Hancock, os usuários podem tentar discernir sua veracidade observando outros materiais com a mesma pessoa e se perguntar: Este conteúdo parece estar de acordo com seus trabalhos ou publicações anteriores?"".

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Ressaltam o produto final do trabalho em comparação com o histórico da pessoa como critério de distinção da verdade ou da falsidade da informação publicada. O argumento porém se enfraque já pela natureza humana a que está iminente a história de vida. Reparem: Antes fora assim, agora já não é, ou voltou a ser? Ademais é legítimo prever, com o avanço de ciência e tecnologia, risco e perigo da reprodução de uma e a mesma pessoa a partir dos dois mundos, o real e o virtual. Aliás filmes de Hollywood já reproduziram na tela a vida de pessoas reais e virtuais no mundo de fato, só não se sabe qual é a realidade tamanha a 'confusão' possível. Este lado do problema é importante, isto é não apenas o resultado do produto da informação falsa, senão também o saber como distinguir sua fonte de origem. Qual das realidades é a verdadeira? Vale ressaltar que podemos, à despeito de filmes, com experiência real compreendê-lo, por exemplo com o caso da esquizofrenia segundo estudos na área. Tais doentes tanto vivem bem como reproduzem uma e outra tal realidade numa e na mesma pessoa e, bem observado, quase simultâneo em suas mentes o que ocorre ainda assim, pressupõe-se, de modo sucessivo.
Demais escrevem no estudo que do processo de educação da alfabetização digital resulta de modo intermediário o reconhecimento do uso da tecnologia para o bem do homem. Esse argumento também é questionável, visto que parte de falsa premissa do pensamento grego antigo. Os gregos acreditavam o mal se originar da falta de educação. Argumento ontológico refuta isso: De algo que é imperfeito, há de resultar de trabalho e atividade contrapartidas negativas. E argumento ético o corrobora igualmente irrefutável: Tendo o homem o livre arbítrio de escolher entre o bem ou o mal, é inevitável a possibilidade do mau uso, mesmo com educação. O século passado comprovou com os acontecimentos da 2ª Guerra Mundial os argumentos racionais irrefutavelmente de modo empírico, comprovando historicamente..
Estudos e pesquisas feitas pela equipe partem da observação do impacto da informação maliciosa e/ou falsa direcionada para o público. É de fato importante, mas não se deve reduzir o estudo da ferramenta a ele, pois assim se parte do pressuposto de que só nos casos em que é incorreta ou ilicitamente empregada produziria efeito negativo. Examinando por outro lado, pode-se questionar se o uso da ferramenta por si já não produz efeito nocivo. Atualmente o aplicativo Whatsapp está incrementado com IA, até ontem, por assim dizer, usava-se de e por si proveitosamente sem. A quem ela 'ajuda'? A IA deve nesse caso potencializar a intenção do agente à desinformação quiçá mais do que o contrário, por exemplo para promover anúncios cuja intenção pode ser per si a estimulação refinada ao lucro pelo engodo. A percepção é de que foram criadas não para nos ajudar, como verdadeiras ferramentas, para sobrepujar dificuldades, obstáculos, senão ... senão para fazer nosso trabalho por nós. Distinção que nossa vida transformará: Em quê?

Pontos correlacionados mal aludem, a confiança por exemplo de tal modo que uma consideração sobre a natureza humana criadora em seu contexto de criação não sobressai. No mundo hodierno é imprescindível recolocar antigas questões sob o prisma de ciência e tecnologia modernas. Já a filosofia grega tratou em seu pensamento da questão da distinção do verdadeiro do falso. Representamos o papel de criadores de uma nova espécie à nossa imagem e semelhança com os humanoides, logo é certo que em nosso anseio infindável por respostas e soluções relembrem saudavelmente de recolocar questões não reduzidas ao presente concreto do seu progresso. Avistar o amanhã em se recordando do ontem deve servir de mantra a nós a fim de não deslustrarmos uma capacidade carateristicamente humana: O livre arbítrio!

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