Conforme sucede à evolução natural da nossa vida, nascemos, crescemos, envelhecemos e ao final morremos. Contudo não são todos os que gozam dessa experiência universal da espécie. A ciência carateriza o envelhecimento como um processo biológico, e já faz tempo que se ocupa com seu estudo, ou seja o que se processa no organismo durante o envelhecimento, o que faz com que um indivíduo jovem e capaz se torne idoso e frágil pelo tempo de vida, de modo que seja mais suscetível a doenças e aumente a probabilidade da morte. É nada obstante indubitável que nem o processo nem a experiência a alterações dos mecanismos moleculares do organismo humano se restringem e reduzem. Estudos sobre ele via de regra intentam por um lado prevenir pelo diagnóstico precoce o aparecimento de doenças típicas desta fase da vida, de modo que o tratamento ocorra com êxito, e se garanta o envelhecimento saudável e longevo, por outro contudo intentam aprofundar e dominar o conhecimento dos processos envolvidos do ponto de vista orgânico-molecular.
Os pesquisadores estão de acordo com o fato de que o seu processo é complexo e multifacetado, e identificam inúmeras caraterísticas por que molecular-mente se constata o envelhecimento, por exemplo as instruções que as células precisam conservar as quais são entretanto no envelhecer afetadas com a forma de ativação ou desativação dos genes, as deno-minadas alterações epigenéticas. O envelhecimento acarreta ademais a diminuição da eficácia metabólica por que vai cedendo o corpo gradualmente ou, em certos casos, agudamente a capacidade de detectar e transformar os nutrientes dos alimentos e/ou trabalhar de modo eficaz a energia resultante.
Opinio communis é que o envelhecer significa, somaticamente, enfraquecer. Razão por que se está em geral mais suscetível à ação nociva de bactérias, vírus, micróbios etc, causadores de doenças. E um fator molecular, que intensifica o quadro senescente, é a inflamação crônica associada ao envelhecimento. Como ocorre? As células imunológicas, trabalhando pela conservação da nossa saúde, emitem sinais, existindo a acumulação inflamatória nos tecidos. Em situação benéfica a sinalização pontual contribui cujo efeito é dentre outros a cicatrização de feridas tanto quanto o combate a infecções. Se contudo crônica, influencia negativamente por exemplo a função celular dos neurônios, à medida que a presença constante tende a prejudicar a transmissão de mensagens transportadas por neurotransmissores, mensageiros químicos do cérebro como a serotonina, em forma de sinais entre os neurônios, função precípua das células nervosas do cérebro.
Estudos realizados na faculdade de medicina da Universidade de Stanford Califórnia, sob orientação da professora Anne Brunet, cuja entrevista sobre o tema fora publicada na seção StanfordReport (Geneticist Anne Brunet explores the science of aging), focam no domínio do conhecimento concernente ao processo de retardamento do organismo via estimulação externa bem como "no estudo sobre os mecanismos que influenciam no rejuvenescimento de células-tronco senescen-tes".
A relevância do estudo sobre elas no âmbito da medicina regenerativa é em razão da sua capacidade de se renovar e regenerar ao longo da vida. Segundo a pesquisadora podem em conjunto ser exploradas para fortalecer a resiliência do organismo senescente ou até mesmo, dado o caso, restabelecer sua saúde durante o processo. Ficou provado em suas pesquisas bem como em outros grupos de estudo, conforme resultados, que o envelhecer vem acelerar a agregação de proteínas nos tecidos. O risco de doenças acontece pela acumulação de proteínas em tal estado influenciando de modo pernicioso os processos diretamente envolvidos no controle de qualidade proteica das células, de forma que tal agregação por si desencadearia disfunção neuronal e condicionaria ao surgimento de doenças neurodege-nerativas, como a doença de Alzheimer ou a doença de Parkinson.
Pode-se reverter o envelhecimento? A vida ainda é uma linha temporal, e os estudos mais procuram dar qualidade a ela também nessa fase, com efeito em se tratando do cerebral relacionado à inflamação cuja consequência influencia o declínio cognitivo e a perda de memória. Diga-se que essas ocorrências são consideradas na área de estudos como caraterísticas de tal envelhecimento, de forma que podem sobrevir mesmo em idosos saudáveis. A pesquisadora e seu grupo estudam meios de suprimi-la no cérebro a fim de reverter o estado deletério causador do envelhe-cimento cerebral. E pesquisam além disso sobre a reprogramação de fatores de transcrição com o propósito de influenciar temporariamente a ativação e desativação de genes, conhecida na área de estudos por "reprogramação parcial", estimulando deste modo a geração de novas células no cérebro.
É complexo e multifacetado, como se disse supra, e se pode também atuar consciente para o bem do envelhecimento com uma compreensão holística ética acerca da totalidade da vida a que está a morte intrinsecamente vinculada. Pois! envelhecer 'bem' certo não se adstringe à saúde física, quer do corpo quer do cérebro, mas também e sobretudo afim está com o maravilhoso sentido da vida. Envelhecemos então de fato 'bem' com a qualidade moral de escolhas e decisões de nossa vontade bem antes mesmo de envelhecer fisicamente sobre que já há mais de dois mil anos os filósofos gregos chamam-nos até hoje a atenção em suas reflexões sobre o bem, a virtude, a amizade ... a vida boa.
Por vacina (do latim vaccinus e por extensão de varíola da 'vacca') entende-se uma substância serosa dissolvida em água, comumente adicionada de conservantes e aditivos, comercializada como produto medicinal e aplicada por meio de seringa, à maneira de inoculação, direto no músculo (em geral do braço) do corpo humano cuja finalidade é a vacinação contra doenças. Desde tenra idade se pode ser vacinado como proteção de imunidade contra infecções causadas por patógenos. Nesse grupo se incluem bactérias, vírus, micróbios que podem variar sua estrutura genética vital em forma de núcleo, conforme seu organismo, e originar, dado o caso por mutações, outras novas infecções contagiosas de conhecidas espécies, a saber varíola, difteria, caxumba, malária, tuberculose, hepatite, coronavírus etc. O sentido da vacina e da própria vacinação é a aplicação direcionada contra certo tipo de infecção no organismo de tal modo que prepare o sistema imunológico do corpo por meio da formação do antígeno (substância de que se forma o anticorpo específico) a fim de reconhecer e reagir contra o patógeno. Que tal uma 'universal' imunizando o ser humano contra amplo espectro de doenças?
Pesquisadores da faculdade de medicina da Universidade de Stanford, em cuja seção de pesquisas postara-se o artigo Stanford researchers make strides toward universal vaccine, testaram em seus estudos publicados na revista Science (de conhecimento da comunidade científica, e em geral da opinião pública) certa fórmula de vacina de tal modo desenvolvida que pode proteger "contra uma ampla gama de vírus respiratórios, bactérias e até mesmo de alérgenos". Trabalham portanto para romper paradigma antigo há muito vigente na história da vacinologia, isto é a limitação da proteção da vacina direcionada a um determinado patógeno. Conforme artigo postado foi um sucesso o resultado da vacinação aplicada nesta fase em camundongos, primeiro pela ação eficaz bem como duradoura durante o período de vários meses e segundo pela facilidade do meio de aplicação via intranasal por esprei. O que contudo afirmam ser inovador em pesquisa e vacina?
Em lugar do conhecimento da ação do patógeno por imitação de que se serve o sistema imunológico para proteção e garantia da saúde do corpo humano a vacina desenvolvida pelos pesquisadores imita na verdade "os sinais de que se utilizam as células imunológicas para se comunicarem umas com as outras durante uma infecção". O procedimento desse modo "integra os dois tipos de imunidade — inata e adaptativa — criando o ciclo de feedback que sustenta uma resposta imunológica ampla". Como todavia opera cada sistema de defesa?
Segundo a ordem do organismo humano nosso corpo age inicialmente pelo sistema imunológico inato, fazendo frente imediata contra os ataques infecciosos dos patógenos, ação que não obstante dura poucos dias conforme ciência, ao passo que o adaptativo age a seguir de forma mais permanente e eficaz contra a ação presente dos patógenos os quais combate em geral, produzindo anticorpos bem como as denomi-nadas células T (v.gr. citocinas) responsáveis por assim dizer pela memorização da estratégia do patógeno à maneira de planejamento de defesa a longo prazo. Os pesquisadores direcionaram por sua vez a atenção ao sistema imunológico inato de tal modo que consta-taram sua eficácia, embora curta por um lado, abrangente porém por outro, à medida que se concentra no combate a toda e qualquer forma de ataque patógeno contra o organismo, quer dizer sua qualidade precípua é a versatilidade da ação preventiva sua por meio de células generalistas, dendríticas, neutrófilos, macrófagos dentre outras, que protegem, como tropa inicial de condições e armas bem munida, o organismo a fim de combater eficaz agentes alienígenas patógenos.
Temos aqui no Brasil pesquisas em faculdades, centros e laboratórios de universidades, e se destaca, mormente, a pesquisa de ponta contra o vírus da dengue (Aedes aegypti) pelo Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) cujo lançamento editorial de livro sobre doença, evolução, propagação, combate, estatísticas fora publicado recentemente reunindo grupo de artigos de diversos pesquisadores intitulado Evolução do vírus da dengue: do surgimento a uma crise global de saúde – Insights sobre genômica, ecologia e epidemiologia informado e postado em seu saite, a saber ioc.fiocruz.br. A imunização é labor e esforço constante de ciência e cientistas pesquisando por anos meio e ação eficazes para salvar vidas.