Mudanças climáticas e
a vulnerabilidade dos idosos Em 20 de outubro de 2026
A realidade das mudanças climáticas ultrapassou da fase de contestação por parte dos negacionistas. O novo estado de entendimento ocorre sobretudo pela comprovação dos estudos científicos do passado à atualidade além dos eventos climáticos no presente assolando a pouco e pouco regiões, como vem noticiando a imprensa global, por exemplo há poucas semanas o derretimento causou o desloca-mento respet. a queda de parte de geleira no monte Langtang Lirung no Nepal e daí a avalancha de enorme massa de gelo, detritos e sedimentos. E se acarreta prejuízos e mortes já agora, é razoável acreditar que essa ação climática persista, pois os esforços dos países para a redução do uso de energia de fontes fósseis, causadoras das emissões prejudiciais ao planeta, ainda avançam lentamente para com as necessidades de combate ao aquecimento e mitigação dos seus efeitos negativos no contexto da superação da crise planetária existente. As conhecidas cúpulas acerca das mudanças climáticas chamadas COP e realizadas anualmente pelas Nações Unidas, em novembro de 2026 será a vez da Turquia realizar a COP31 na Antália, corroboram os obstáculos existentes a despeito de acordos com o propósito da redução de emissões de CO2 e boas ações benéficas em direção da aceleração da transição energética, por exemplo a Iniciativa Internacional de Aplicação da Lei para a Mudança do Clima lançada na COP28. Os efeitos deletérios afetam não somente à saúde do planeta, senão também à saúde humana, e devem agravar-se ainda mais, atentando às previsões científicas sobre o constante aquecimento global. Quão grave podem ficar os efeitos do calor extremo sobre a saúde humana causado pela subida da temperatura?
Os efeitos colaterais das mazelas sofridas pela natureza por causa da ação humana, desde a Revolução Industrial paulatinamente até à comprovação da verticalização perigosa do ininterrupto aumento da temperatura a partir do século passado segundo medições da NASA, devem afetar o homem cada vez mais e exercer distintos riscos e perigos às faixa etárias pela própria natureza da existência humana. Afora a diferenciação da faixa etária se deve incluir também aquelas relacionadas a espaço, tempo, frequência, abrangência bem como condições geográficas e meteorológicas específicas de cada região da Terra pelas caraterísticas conhecidas tanto quanto as particularidades sociais, econômicas e culturais de povos e países. E à população idosa elevou-se a expectativa média de vida para 73 anos segundo relatório da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento organizada pela ONU. Essa faixa etária específica conforme projeções populacionais deve além disso dobrar até 2050, passando dos atuais 1 bilhão para mais de 2,1 bilhão de pessoas idosas a partir de 60 anos. O envelhecimento da população mundial está ocorrendo devido a três razões gerais, a saber o desenvolvimento científico, as transformações sociais e as inovações tecnológicas, à proporção que a prevenção eficaz às doenças, a diminuição de epidemias, o avanço da produção de medicamentos e a extensão da saúde pública a um maior contingente acarretam o crescimento gradativo e permanente da expectativa de vida em correlação direta com a redução das taxas de mortalidade. Então é bem consequente que a continuidade das pesquisas sobre riscos e perigos à população mais vulnerável ao efeito do excesso de calor sobre seus corpos e o estado de ele ficar termicamente incompensável ao organismo.
Vale sobre isso nos reportar a um estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health e realizado pelos pesquisadores Qinqin Kong e Eran Bendavid dentre outros da Stanford Health Policy intitulado Study maps extreme heat risks for older adults (Estudo mapeia riscos do calor extremo a pessoas idosas). Tratou-se de estudo que, fazendo uso de medições de limite de calor testadas laboratorialmente em adultos jovens, de meia-idade e em idosos sobre a influência das mudanças climáticas sobre essas faixas etárias, cruzando os dados com as estimativas referentes ao envelhecimento da população humana e ao aumento da temperatura global. O ponto fulcral da pesquisa é sobre a capacidade de o corpo promover o resfriamento natural em certas condições climáticas bem como individuais a que se inclui logo não só o calor estafante, mas também umidade, hidratação, condicionamento e idade. Qual é o limite tolerável ao calor? O corpo mantém em condições saudáveis de clima o equilíbrio térmico cujo aumento da temperatura extrema combinado com outras condições adversas tende a acarretar o estresse ao calor extremo que não consegue naturalmente compensar termicamente, de modo que ocorre daí o descontrole da temperatura corporal central. Certo é, segundo os pesquisadores, que "o corpo humano tolera apenas uma pequena faixa de temperatura ambiente (The human body can tolerate only a small range of ambient heat, The Lancet Planetary Health)
Atentando ao aumento da temperatura e, consequente, de intensidade do calor, amparado na existência das condições propícias à longevidade, os idosos, segundo o estudo, seriam pelas razões supra principalmente afetados, à medida que seus organismos deixariam de promover o resfriamento necessário, ocorrendo então o que fisiologistas chamam de "estresse térmico incompensável" (uncompensable heat stress). Isso significa que o organismo deixa de regular por seus mecanismos biológicos e processos fisiológicos de resfriamento, por exemplo a transpiração, a conservação da temperatura corporal, acarretando a perda do controle do estado natural de resfriamento. E isso inevitavelmente provoca por assim dizer seu superaquecimento. Analogica-mente acontece esse fenômeno de princípio com qualquer corpo em trabalho respet. funcionamente, por exemplo a cpu de computadores cujo aparelho de resfriamento colapsar. Os idosos mormente, conforme estudo, estão pelas razões supra mais suscetíveis ao calor extremo e a subida descontrolada da temperatura, e a “exposição prolongada além desses limites pode levar à hipertermia perigosa ou mesmo fatal bem como agravar doenças crônicas preexistentes, particularmente aquelas que afetam os sistemas cardiovascular, respiratório e renal” (Sustained exposure beyond this limit can lead to dangerous or even fatal hyperthermia and exacerbate pre-existing chronic illnesses, particularly those affecting the cardiovascular, respiratory, and renal systems. The Lancet Planetary Health)..
O aquecimento global de 1,5 ºC acima dos níveis pré-industriais torna os idosos mais vulneráveis ao calor extremo, porque o envelhecimento tende a enfraquecer também sua capacidade de tolerância ao calor ambiente, O estudo indica que pessoas a partir de 60 anos são mais vulneráveis ao risco térmico do que adultos da faixa etária mencionada seriam afetados com uma subida maior de 4º C. Ademais revela que a população idosa pode ser mais suscetível à intolerância térmica de forma mais frequente e em mais lugares globalmente tanto quanto por períodos bem mais longos ocorrendo isso dado a realidade da incidência da subida de temperatura. À falta de compensação térmica dos seus corpos dado ao calor sufocante ficará exposto tanto mais as mudanças climáticas se agravem cujas consequências, acontecendo, devem fragilizar sua saúde no porvir. O busílis do estudo é em que medida certa faixa etária pode correr mais do que outra o risco iminente à subida da temperatura e à maior exposição ao calor que impactem negativamente sua saúde corporal, ultrapassando-se a tolerância à pressão térmica, com efeito localização e tempo determinar por que se pode prevenir e garantir saúde e vida também aos idosos. O estudo trata logo da estratificação populacional relacionada às mudanças climáticas colocando a questão precípua de saber "onde, quando e em que medida as condições ambientais excederão a tolerância humana ao calor" (where, when, and to what extent environmental conditions will exceed human heat tolerance, The Lancet Planetary Health) E continua, "pois o calor extremo já é uma das principais causas de mortes relacionadas ao clima em todo o mundo." (that extreme heat is already one of the leading causes of weather-related deaths worldwide, The Lancet Planetary Health).
Segundo o estudo certas regiões e países do globo com condições de vida média ou baixa devem sofrer impacto maior das consequências do aquecimento global. Com o conhecimento resultante da pesquisa sugerem políticas públicas específicas à estratificação populacional de idosos que são a limites de compensabilidade térmica corporal saudável bem mais vulneráveis. Adverte para a consequência iminente da "síndrome de calor urbana" devido às mudanças climáticas, a fim de que se orientem as políticas públicas com planos de ações climáticas alocando recursos, meios e instrumentos eficazes às necessidades. Conceberam com os resultados do estudo mapas de calor que podem auxiliar a criação dessas políticas públicas concernentes às consequências das mudanças climáticas na saúde humana traduzidas em projetos concretos de enfrentamento do problema.
A explicação por que a intolerância ao calor nessa faixa etária agrava propor-cionalmente à saúde dos idosos restringiu o estudo às consequências corporais. Contudo cabe refletir sobre a extensão de perigos e riscos também à psique, pois ela não deve ficar imune às mazelas climáticas que podem induzir ao desequilíbrio emocional e à fragilidade da própria autoestima e amor próprio. Um tema que está merecendo cada vez mais atenção no mundo contemporâneo é o suicídio, e não se deveria subestimar a influência da crise climática sobre a psicologia do idoso. É bem imaginável que a pressão térmica acarrete concomitantemente às pessoas em geral um estresse mental cujas condições materiais de vida deficientes acres-centariam ao já frágil estado dos idosos em especial um agravante a mais, uma vez que para ter a possibilidade do acesso ao resfriamento corporal podem enfrentar barreiras sociais, econômicas, geográficas e, dado o caso, até culturais, considerando as diversidades existentes no nosso lar Terra.